Postado em 10 de Dezembro de 2019 às 18h06

As fases de um empreendedor

Gestão (1)
Se pararmos para analisar o ciclo dos empreendedores de sucesso, podemos perceber que eles passam por estes três momentos distintos, alguns mais rápido, já outros nem tanto. Entenda quais são!

Em uma reunião com a presidência de uma companhia na qual fazíamos avaliação do desempenho do ano anterior, usando-se dos demonstrativos contábeis que a controladoria nos havia preparado, analisávamos o DRE ? Demonstrações de Resultados do Exercício, Balanço Patrimonial e seus principais indicadores e o comparativo em relação ao que a empresa havia planejado.

Na ocasião o controller da empresa apresentou um lucro de 4.5 mi naquele ano. De pronto um dos diretores perguntou. "Onde está este dinheiro oriundo do resultado apresentado?"

Foi quando a controladoria expôs através dos demonstrativos contábeis e do Balanço Patrimonial que haviam sido pagos alguns endividamentos, feitos novos investimentos em logística, aumentado os níveis de estoques (o que na época foi uma decisão estratégica para garantir um preço mais competitivo) e o financiamento de alguns clientes potências que deram mais concessão de prazos e consequentemente um aumento significativo da aplicação de recursos nesta conta.

Na hora ouvimos uma afirmação que nos deixou surpreso. ?Para o próximo ano eu quero garantir uma distribuição de lucros de 1.2 mi?, disse um dos diretores.

Esta afirmação deixou muito claro que aquele homem estava começando a pensar como um acionista e não mais apenas como um empresário ou empreendedor.

Sim, o empreendedor passa por fases distintas ao logo do tempo, são eles:

Fase do Empreendedor: É a fase de trabalho duro e de grandes esforços, sejam eles financeiros, noites de sem dormir, sacrifícios extras para vender seu sonho a seus clientes, fornecedores e colaboradores, etc. Aqui, destaca-se o perfil arrojado, o homem que mesmo com as incertezas de mercado resolve empreender, criar negócios, gerar empregos e renda. Acreditar nos seus sonhos e, por isso, precisa empreender, ou seja, investir primeiro para colher os frutos mais tarde. "Se suas aspirações não são maiores que os seus recursos, você não é um empreendedor" (C.K. Prahalad)

Fase do Administrador: Depois de algum tempo quando o negócio já começa a ganhar corpo, se estabelecer e ser reconhecido pelo mercado, surge então a figura do empresário. A fase onde há a delegação de funções e responsabilidades. É o momento que a Gestão amadurece, focada em suas estratégias para garantir que as operações presentes e futuras gerem os resultados esperados. É a fase da sustentação, do crescimento e da profissionalização da Gestão de uma maneira mais sólida, consistente e profissional.

Fase do Acionista: É o momento em que o empresário começa a pensar como um verdadeiro acionista, obviamente sem deixar de ser administrador e empreendedor ao mesmo tempo, só que agora com maior maturidade. É o momento de começar a usufruir de todos seus esforços e dedicação, de tantos anos de trabalho duro e persistência. Aqui já começa a sucessão, onde os filhos começam a assumir os negócios, percebe-se a necessidade de "passar o bastão". Para se chegar até aqui, é fundamental que a fase do administrador e do empreendedor sejam superadas com um amadurecimento natural, por um único propósito: A perpetuação do empreendimento.

E você? Em que fase se encontra?

Postado em 29 de Março de 2018 às 16h40

SER COMPETITIVO REQUER INVESTIMENTO

Finanças (1)
Consultline O Relatório Econômico da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre o Brasil de 2018 referente a uma análise sobre a atual situação...

O Relatório Econômico da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre o Brasil de 2018 referente a uma análise sobre a atual situação econômica do país, expôs inúmeras deficiências que comprovam as dificuldades que a classe empresarial brasileira passa atualmente. Por exemplo, estamos em último lugar no ranking da quantidade de horas necessárias para cumprir obrigações fiscais, atraz de nossos visinhos Venezuela, Paraguai e Argentina. Isto nos mostra a enorme burocracia enfrentada pelas empresas brasileiras para cumprir as obrigações legais.

O investimento em infraestrutura por parte do governo é muito baixo. O Brasil é um país relativamente fechado que regula e dificulta a entrada de bens de capital. A carga tributária é elevada e o investimento em educação estão muito aquém dos países desenvolvidos.

O custo de financiamento continua elevado apesar da inflação estar em nível historicamente baixo, bem como a taxa de juros do Banco Central (Selic). O índice de produtividade que cruza a produção com a quantidade de empregados também demonstrou pioras pelo levantamento do Fórum Econômico Mundial onde demonstra que o Brasil perdeu 33 posições nos últimos quatro anos. Esta combinação de fatores deixa os preços de produtos e serviços entre os mais caros do ranking da países analisados pela OCDE.

Diante de um cenário tão adverso como os empresários podem se comportar? Em geral, não há caminhos fáceis, mas pode-se afirmar que investimento é um diferencial que contribui para garantir a sustentabilidade das organizações a médio e longo prazo.

O Brasil fechou 2017 com crescimento da ordem de 1,0% do PIB. A estimativa é que mesmo que não ocorram reformas para conter o aumento da dívida pública, o crescimento até 2020 será da ordem de 2,0% a.a.

A retomada do crescimento oferece incríveis novas oportunidades. Com o aumento da confiança do mercado a demanda reprimida dos últimos anos vai sendo aos poucos retomada, mas Infelizmente, muitas empresas ficarão pelo caminho e outras tantas estarão com níveis de endividamento elevado, o que reduz a capacidade de investimento e o BNDES continua sendo o principal player de investimento, porém agora com taxas de juros mais próximas do mercado.

Investir para aumento da eficiência, seja para incremento de produção e vendas ou redução de custos é essencial neste momento, especialmente para as empresas que estão em atividades cujos produtos tem pouca ou nenhuma margem para elevação de preço.

A Consultline auxilia seus clientes na avaliação da viabilidade de investimentos, identificando a taxa de retorno e pay-back, que é o tempo que o investimento retorna para a empresa pela geração de caixa. É uma análise especialmente útil para situações onde coexistam mais de uma possibilidade de investimento e a melhor alternativa pode ser definida pela quantificação do resultado e a geração de caixa oriundo do investimento.

Qualquer operação comercial incorre a riscos, isto é fato, mas é possível que estes riscos sejam calculados e, sendo assim, as empresas não precisam aprender com seus erros por que estes podem ser evitados sob a perspectiva de um bom planejamento.

Conte conosco. Nossa equipe está sempre pronta a novos desafios para melhorar a gestão do seu negócio.

Rafael Tassoniero - Gestor de Finanças e Tecnologia

Caciano Roberto Zanella - Diretor Executivo